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Thursday, October 28, 2021

Vacinação no Rio: antecipação da Pfizer para outras idades depende do envio de mais doses, diz prefeitura

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Segundo o secretário de Saúde Daniel Soranz, ‘escolha da vacina’, permitida ontem, não deve se repetir

Aline Macedo e Giovanni Mourão

26/09/2021 – 13:58 / Atualizado em 26/09/2021 – 14:14

Em dia de repescagem com escolha da vacina, posto na Cidade das Artes ficou lotado Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
Em dia de repescagem com escolha da vacina, posto na Cidade das Artes ficou lotado Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

RIO — Cariocas com mais de 40 anos que tomaram a primeira dose do imunizante desenvolvido pela Pfizer, por enquanto, só poderão retornar aos postos de saúde na data marcada em seus cartões de vacinação. Na semana passada, a Prefeitura do Rio anunciou a redução do prazo entre a D1 e a D2 para maiores de 50, e Eduardo Paes (PSD) adiantou, pelo Twitter, a intenção de apressar o ciclo também para quem já passou dos 40. No entanto, segundo a Secretaria municipal de Saúde, a antecipação para outras idades ainda está sendo avaliada e depende do envio de mais doses pelo Ministério da Saúde. De acordo com a bula da vacina Comirnaty, o intervalo entre as injeções é de 21 dias, mas, no Brasil, o prazo foi estendido para três meses. 

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Já a “escolha da vacina”, adotada na repescagem realizada no sábado (26), não deve se repetir. O secretário Daniel Soranz admite que pode haver uma correlação entre a estratégia de ontem e o recorde de aplicações — ao todo, 123.352 cariocas compareceram aos postos, sendo que 53.306 receberam a primeira dose, 57.734 a segunda, e 12.312 a dose única. Ele ressalta, no entanto, a segurança tanto da CoronaVac, como da Oxford/AstraZeneca: 

— Algumas pessoas, por fake news e inverdades sobre a vacina, têm interesse em escolher a vacina, embora todas sejam seguras. Esse foi o único sábado em que excepcionalmente isso pôde acontecer — diz.

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Mas o secretário também aponta outros motivos que levaram tantas pessoas a se imunizarem ontem:  

— Muitas pessoas também estão procurando os postos para se vacinar na repescagem justamente por conta do passaporte da vacina para poder entrar em determinados locais — argumenta, acrescentando: — O motivo pelo qual as pessoas estão procurando se vacinar atrasadas para a gente, da secretaria, não importa tanto. O que importa é que as pessoas venham se vacinar.

Neste domingo (26), durante o evento de reabertura de 12 estações do BRT Transoeste, o prefeito Eduardo Paes revelou que o foco atual é na dose de reforço. A SMS pretende vacinar todas as pessoas com 80 anos ou mais até o dia 30 deste mês, próxima quinta-feira.

— A princípio, nesta segunda-feira, vamos aplicar a segunda dose e a terceira dos idosos. Até amanhã, conversarei com o secretário Soranz sobre como podemos avançar. Confesso que meu foco agora é no idoso: se eu puder fazer duas ou três idades por dia para a terceira dose, acho melhor até do que adiantar o calendário — disse Paes.

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O prefeito também falou sobre a suspensão gradual de medidas restritivas até 15 de novembro, data em que até mesmo a obrigatoriedade do uso de máscaras seria flexibilizada, segundo o planejamento anunciado pela prefeitura em julho:

— Tomara que consigamos sim implementar essas medidas, vai depender da secretaria de Saúde. Se puder ser no dia 14, que é o dia do meu aniversário, vai ser melhor ainda. Ontem (25), com a liberação para escolha da marca da vacina, batemos recorde de aplicações. Também é importante agora tratar um pouquinho daqueles que têm os seus delírios. Queremos salvar a vida de todos, inclusive dos que não acreditam na vacina.

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Ontem, a exigência do passaporte da vacina impediu o vereador Nikolas Ferreira (PRTB), de Belo Horizonte, de embarcar no Trem do Corcovado. O mineiro é conhecido por criticar medidas para reduzir o impacto da pandemia, e não apresentou comprovante de vacinação contra a Covid-19. 

As novas regras, segundo as quais pessoas não imunizadas ficam proibidas de entrar em ambientes coletivos, como bares, restaurantes e academias, também suscitaram casos esdrúxulos, como de um homem que pediu ao agente de saúde para receber “vacina de vento”. A Câmara de Vereadores aprovou uma lei que penaliza com multa administrativa de R$ 1 mil quem fraudar o documento de vacinação. 

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