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Sunday, June 13, 2021

Tentativas de fraude no e-commerce crescem mais de 45% na pandemia

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Em 2020, foram registradas 3,5 milhões de tentativas de golpe, o que significa um prejuízo de R$ 7 mil por minuto

Stephanie Tondo

08/02/2021 – 13:09
/ Atualizado em 08/02/2021 – 13:15

Em todo o ano passado, foram 3,5 milhões de tentativas de fraude, o que significa um potencial de perda de R$ 3,6 bilhões para o comércio eletrônico Foto: Pexels
Em todo o ano passado, foram 3,5 milhões de tentativas de fraude, o que significa um potencial de perda de R$ 3,6 bilhões para o comércio eletrônico Foto: Pexels

RIO – A pandemia de Covid-19 impulsionou o crescimento do comércio eletrônico no país, levando também a um aumento do número de golpes envolvendo as lojas on-line. De março a dezembro de 2020, foram registradas 3,2 milhões de tentativas de fraude no e-commerce, uma alta de mais de 45% em relação ao mesmo período de 2019, quando foram identificadas 2,2 milhões de tentativas. Os dados são do Mapa da Fraude divulgado nesta segunda-feira (dia 8) pela empresa de soluções antifraude ClearSale.

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Em todo o ano passado, foram 3,5 milhões de tentativas de fraude, o que significa um potencial de perda de R$ 3,6 bilhões para o comércio eletrônico. Isso significa um prejuízo de R$ 7 mil por minuto.

Segundo Omar Jarouche, diretor de Marketing e Soluções da ClearSale, quando um consumidor percebe que foi realizada uma compra em seu nome e pede para o cartão de crédito estornar o pagamento, quem arca com o prejuízo é a loja onde a transação foi feita.

— A cada R$ 100 transacionados, R$ 2,78 são uma tentativa de fraude, que pode ter sido bem sucedida ou não. Acreditamos que o volume de tentativas cresceu na pandemia porque ao mesmo tempo em que o consumidor passou mais tempo dentro de casa, os fraudadores também — explica Jarouche.

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O Mapa mostra ainda que os produtos mais visados pelos criminosos são aqueles que podem ser vendidos com facilidade no mercado informal. Celulares, por exemplo, foram o item com maior tentativa de fraude na hora da compra: 4,24%. Em seguida, estão os produtos automotivos (2,22%), e em terceiro lugar a categoria de alimentos (2,1%), que envolve compras em aplicativos de entrega, supermercados on-line etc.

— Foi a primeira vez que a categoria de alimentos apareceu no ranking, e acreditamos que isso esteja diretamente ligado à mudança de comportamento das pessoas na pandemia, que passaram a comprar mais esses produtos pela internet — disse o porta-voz da ClearSale.

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No país, a região Norte foi a que apresentou o maior índice de tentativas de fraude: a cada 100 pedidos, 3,52 eram gerados por golpistas. Em seguida, vêm as regiões Centro-Oeste (2,13%), Nordeste (2,05%), Sudeste (1,29%) e Sul (0,76%).

Golpes estão ficando mais sofisticados

Para Omar Jarouche, o aumento do número de golpes na pandemia não significa que os consumidores estejam menos atentos, mas sim que os golpistas estão ficando mais sofisticados.

— A impressão que a gente tem é que as pessoas estão mais atentas, mas o fraudador também. A partir do momento que uma estratégia deixa de gerar dados para ele realizar a fraude, ele muda de estratégia — avalia o diretor da ClearSale, usando como exemplo os golpes de alguns anos atrás que ofereciam iPhones a preços muito abaixo do mercado para atrair vítimas. — Hoje as pessoas já internalizaram que não existe iPhone de R$ 200, que não tem milagre.

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No entanto, Jarouche afirma que é preciso ter bom senso e atenção na hora de clicar em links e enviar dados pessoais pela internet. Segundo ele, os criminosos têm criado sites falsos que são cada vez mais parecidos com as páginas oficiais das lojas, bancos e empresas. No entanto, existem formas de verificar se o site é verdadeiro, como através do endereço eletrônico e do domínio.

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Como evitar cair em colpes nas compras pela internet

1) Cuidado com links estranhos

Desconfie de qualquer link de origem desconhecida. Muitos deles são maliciosos e servem para roubar dados dos consumidores. Verifique se o endereço eletrônico está correto e busque por selos de segurança na página. Para ter certeza de que a página é a oficial, busque o nome da loja no Google. Sites falsos têm dificuldade de aparecer no topo da pesquisa.

2) Atenção a promoções

Para roubar dados, criminosos usam uma tática chamada de “phishing”, que consiste normalmente em forjar links falsos para oferecer produtos e serviços a preços muito mais baixos do que no mercado, chamando a atenção das vítimas.

Por isso, caso o consumidor realmente precise daquele produto, o ideal é ir diretamente até a página da loja e fazer a compra por lá. Isso evita que o cliente clique em links falsos e pague por um produto que nunca irá receber.

3) Cuidado com as senhas

Usar senhas fortes é importante para evitar que os criminosos tenham acesso aos dados do consumidor nas lojas on-line. Evite usar senhas que consistam na data de nascimento, nome da mãe, ou ter a mesma senha para vários sites. Essa é uma ação simples, mas que pode manter os fraudadores longe. Lembre-se: eles sempre buscam o caminho mais fácil.

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