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Sunday, June 13, 2021

Sete estados e DF apresentam tendência de alta de casos de SRAG, diz Fiocruz

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Nova edição do Boletim InfoGripe aponta que seis capitais têm indícios de crescimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave, na maioria das vezes causada pela Covid-19

Raphaela Ramos

21/05/2021 – 16:12
/ Atualizado em 21/05/2021 – 16:29

Trabalho médico em UTI Covid no Hospital de Campanha da Zona Norte de apoio ao Hospital Cachoeirinha no bairro Imirim na cidade de São Paulo, em maio de 2021 Foto: ASI - Mister Shadow / Agência O Globo
Trabalho médico em UTI Covid no Hospital de Campanha da Zona Norte de apoio ao Hospital Cachoeirinha no bairro Imirim na cidade de São Paulo, em maio de 2021 Foto: ASI – Mister Shadow / Agência O Globo

RIO — A nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que sete estados e o Distrito Federal apresentaram tendência de aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A análise é referente ao período de 9 a 15 de maio. Os estados com sinal de crescimento são Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Tocantins e Rio de Janeiro.

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A SRAG é, na maioria das vezes, causada pela Covid-19. “A incidência de doenças respiratórias, que em casos graves demanda hospitalização ou até mesmo óbitos, se deve atualmente, em grande parte, devido a infecções por Sars-CoV-2”, explicam os autores do boletim.

Também são observados indícios de interrupção da tendência de queda na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, e São Paulo. Minas Gerais e Piauí apresentaram tendência de estabilização, mas os indícios não são tão claros nesses dois locais, explicam os pesquisadores. 

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Daniel Villela, coordenador do Programa de Computação de Científica da Fiocruz, destaca que a curva de casos parece estar começando a aumentar, o que causa preocupação. Mas ele pondera que alguns especialistas preferem não usar o termo “terceira onda”, pois o que seria a segunda não teria chegado a terminar.

— Havia ocorrido uma redução e o boletim aponta que em vários lugares há processo de reversão, a curva parece estar voltando a aumentar. Pode ser um processo que dá origem ao termo de terceira onda. Mas ainda estamos em nível muito alto, mais do que em 2020 inteiro, esse é um ponto fundamental — afirma.

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O documento também destaca: “boletins anteriores do InfoGripe já apontavam que, mesmo com redução ou estabilidade, os números de casos ainda permaneciam muito altos, demonstrando a forte pressão sobre o sistema de saúde”.

Em nota, Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, afirma que as estimativas atuais reforçam a importância da cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão de Covid-19, “enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”.

—  Temos que fortalecer a vigilância para poder identificar casos, fazer rastreamento. Nos municípios e estados que estão com níveis mais críticos, precisamos manter políticas de contenção de atividades sociais e auxílio da população, porque uma coisa deve vir com a outra. E isso tudo para intensificar a vacinação, o meio mais efetivo atualmente, mas que ainda está acontecendo de forma lenta —  avalia Villela.

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O boletim também aponta que seis capitais apresentam sinal de crescimento de casos de SRAG na tendência de longo prazo, que analisa as últimas seis semanas: Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Palmas e Porto Alegre. Outras 12 apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo e as demais apresentam sinal de interrupção da queda ou estabilização.

O documento informa, ainda, que os óbitos por SRAG encontram-se na zona de risco, com ocorrências de casos muito altas na maioria das regiões.

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