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Sunday, May 16, 2021

Rio registra 92 novas mortes por Covid-19 e média móvel indica tendência de redução do contágio

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Apesar da queda, estado ainda está em um patamar alto de óbitos por coronavírus

O Globo

09/02/2021 – 18:27
/ Atualizado em 09/02/2021 – 18:38

Foto da UTI para Covid-19 do Hospital Universitário Pedro Ernesto em 18 de dezembro de 2020 Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Foto da UTI para Covid-19 do Hospital Universitário Pedro Ernesto em 18 de dezembro de 2020 Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

RIO —  Pelo quarto dia seguido o Rio apresenta uma redução da média móvel de óbitos pela Covid-19. Nesta terça-feira, o estado registrou 92 óbitos causados pelo coronavírus e mais de mil novos casos. Desde o início da pandemia, 30,792  pessoas morreram por causa da doença e mais de 541 mil já foram diagnosticadas com o vírus.

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

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Mas com os dados desta terça-feira, a média móvel passa a ser de 2177 casos e 112 mortes por dia. Em relação a duas semanas atrás, houve uma redução de 22%  no número de óbitos, o que indica uma tendência de redução na intensidade do contágio por estar acima da marca mínima estipulada de 15%.

Os números, entretanto, mostram uma tendência de redução em um momento que o estado ainda está em um patamar alto de mortes pela doença. São 36 dias seguidos que a média móvel de mortes está acima das 100 confirmações diárias. Por isso, especialistas apontam ainda a necessidade da manutenção de todas as medidas de prevenção do contágio da doença.

Somente na cidade do Rio, 50 novos óbitos por coronavírus foram confirmados e 900 novos casos da doença. Também foram registrados 93 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no município. Após alguns dias sem divulgar em seu painel o histórico de mortes e casos confirmados em 24 horas, a prefeitura do Rio voltou a informar os dados na plataforma.

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Em todo o estado do Rio, 17 pacientes aguardam na fila de espera por um leito, sendo 13 uma vaga de UTI. Segundo o governo do estado, a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria é de 43,3% e de UTI é de 58,7%. A média do tempo de transferência, segundo o governo, é de uma hora para casos graves e para enfermarias. Não há fila de pacientes com Covid-19 na capital.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Internações caem em todo o estado

Marcado por umas das piores estatísticas do país durante a pandemia do coronavírus, com alta mortalidade e superlotação de hospitais, o Rio vive um momento de respiro no avanço da doença. As internações por Covid-19 caíram. Isso significa um freio em casos moderados e graves, que fazem forte pressão sobre as redes públicas e privadas de saúde. Na última semana, os pedidos para internar pacientes com sintomas ou com a doença confirmada diminuíram 44% no estado em relação ao início do ano. Especialistas ainda não conseguem identificar o motivo da redução, sobretudo depois de um fim de ano tenso com aglomerações em festas de réveillon, mas já analisam o atual cenário da doença que pode ser positivo se atravessarmos o feriadão do carnaval sem desrespeitar as regras sanitárias.

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O quadro hoje é bem diferente de maio, no pico da Covid-19, quando a fila chegou a ter 1.283 pessoas à espera de uma vaga em hospital no estado. Depois de ser zerada, a fila voltou a preocupar em novembro, e nesta segunda-feira oito pacientes aguardavam — seis deles precisavam de UTI. A capital, depois de mais de um mês sem vagas, não tem filas há duas semanas.

Essa curva tem um impacto na qualidade do trabalho dentro de unidades de saúde e de hospitais, que recebem os casos mais complexos. No estado, a taxa atual de ocupação de enfermaria é de 43,3%, e, nas UTIs, que estiveram próximas do esgotamento, de 58,7%. Nas enfermarias da capital, esse índice é de 52%, e, nas UTIs, 66%.

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