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Monday, April 12, 2021

Relator do orçamento diz que quem passa fome 'não pode esperar' reformas

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Márcio Bittar (MDB-AC) defende uma solução conjunta para viabilizar nova rodada do auxílio emergencial

Julia Lindner 

10/02/2021 – 13:05
/ Atualizado em 10/02/2021 – 13:32

Senador Marcio Bittar, do MDB do Acre Foto: Agência Senado
Senador Marcio Bittar, do MDB do Acre Foto: Agência Senado

BRASÍLIA – Eleito relator do Orçamento de 2021, o senador Márcio Bittar (MDB-AC) disse nesta quarta-feira que as pessoas que passam fome no País “não podem esperar” a aprovação das reformas.

Segundo ele, é preciso encontrar uma solução conjunta para viabilizar uma nova rodada do auxílio emergencial e ao mesmo tempo fazer sinalizações pela retomada da agenda econômica com a inclusão de Propostas de Emenda à Constituição (PEC) emergenciais na peça orçamentária.

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— Eu me elegi defendendo essa agenda, só que a retomada da agenda econômica e da agenda das reformas, as pessoas que precisam comer não vão esperar. Então eu já disse desde o ano passado que elas (reformas) precisam caminhar juntas agora é fundamental como sinal de responsabilidade que ao apresentar a peça orçamentária, se dentro dela estiver a solução para os brasileiros que ainda precisam do estado, tenha também as PECs emergenciais, dos gatilhos, que esteja dentro — disse Bittar a jornalistas após a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

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Para ele, a inclusão do benefício e do ajuste fiscal na proposta “sinaliza com clareza a retomada da agenda econômica e o cuidado com brasileiros que ainda precisam do Estado”.

Bittar e a presidente da CMO, Flávia Arruda (PL-DF), se reuniram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para debater o orçamento de 2021. Após o encontro, Guedes disse que é preciso ter sensibilidade social atrelada a responsabilidade fiscal:

— Precisamos ter a sensibilidade social de um lado e de outro sempre disseram que tem que ser com responsabilidade fiscal. Temos um compromisso com as futuras gerações. Temos que pagar pelas nossas guerras. Se temos guerra com o vírus, nós temos que arcar, e não simplesmente empurrar irresponsavelmente esses custos.

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