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Sunday, April 11, 2021

Pfizer estuda aplicar terceira dose de vacina para combater variantes do coronavírus

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Imunizante foi primeiro a receber o registro definitivo no Brasil, concedido pela Anvisa na terça-feira

O Globo, com Reuters

25/02/2021 – 14:02
/ Atualizado em 25/02/2021 – 14:29

Profissional de saúde prepara uma seringa com dose da vacina da Pfizer/BioNTech contra Covid-19 Foto: STRINGER / REUTERS
Profissional de saúde prepara uma seringa com dose da vacina da Pfizer/BioNTech contra Covid-19 Foto: STRINGER / REUTERS

RIO — A Pfizer e a BioNTech comunicaram nesta quinta-feira que estão testando a aplicação de uma terceira dose de sua vacina contra a Covid-19 para entenderem melhor a reação imunológica contra novas variantes do coronavírus.

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As empresas também estão conversando com autoridades reguladoras sobre testar uma vacina modificada para proteger especificamente contra a nova variante altamente transmissível descoberta na África do Sul e em outros locais, conhecida como B.1.351, em uma etapa adicional do mesmo estudo.

O imunizante da Pfizer foi o primeiro a receber o registro definitivo no Brasil, concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na terça-feira. O governo federal negocia a compra da vacina desde o ano passado, mas tem reclamado das condições impostas pela empresa.

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A Pfizer e a BioNTech acreditam que sua vacina atual de duas doses funcionará contra a variante sul-africana, assim como contra aquela encontrada no Reino Unido e em outros locais, mas os estudos permitirão que estejam preparadas se mais proteção for necessária.

— A taxa de mutações do vírus atual é mais alta do que o esperado. É uma probabilidade razoável acabarmos tendo reforços constantes. E para vacinas potentes, pode ser que se precise de uma mudança de linhagem a cada poucos anos, mas não necessariamente todo ano — disse Mikael Dolsten, principal autoridade científica da Pfizer, em uma entrevista.

Na primeira fase da primeira etapa do estudo, uma terceira dose de 30 microgramas será dada a até 144 pessoas que receberam a vacina de seis a 12 meses atrás, no teste de segurança original de estágio inicial.

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Supondo uma aprovação regulatória, uma vacina reconfigurada também seria testada, tanto como dose de reforço em pessoas que foram vacinadas quanto em pessoas ainda não vacinadas, disse Dolsten.

O teste não vai medir a eficácia da vacina, que já foi comprovada em seu grande teste de estágio avançado do ano passado, mas sim a reação de anticorpos e analisar se o sangue dos que a receberam consegue neutralizar as novas variantes do coronavírus, além da segurança de uma terceira dose.

Vários estudos levam a crer que a variante sul-africana é mais resistente às vacinas existentes do que outras variantes do coronavírus. Dolsten disse que as vacinas de mRNA, como a da Pfizer e da BioNTech, criam uma reação potente — mas a reação imunológica pode enfraquecer com o tempo.

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Ele acredita que uma terceira dose da vacina de sua empresa criará uma reação semelhante ou melhor do que a segunda dose, e que pode ser o próximo passo lógico para ficar à frente das variantes em circulação.

Dolsten disse que é provável que o novo teste seja realizado predominantemente nos EUA.

Em janeiro, a Moderna também afirmou que pretendia testar se uma injeção de reforço de sua vacina melhora as respostas imunológicas.

As vacinas da Moderna e da Pfizer/BioNTech são baseadas em uma versão sintética do material genético do novo coronavírus, o RNA mensageiro (ácido ribonucléico mensageiro), também chamado de mRNA. O objetivo é estimular as células de um indivíduo a produzir muitas cópias de um fragmento do vírus. Esse fragmento estimula o sistema imunológico e permite que o corpo ataque o Sars-CoV-2 em caso de contato real, após a imunização.

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