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Sunday, October 17, 2021

Os melhores livros para ler em 2021

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À procura de novas histórias para 2021 mas ainda sem ideia de que livro abrir? Reunimos nesta lista os principais lançamentos literários de ficção, não-ficção, infanto-juvenil e poesia do ano. São obras nacionais, internacionais, livros inéditos e reedições especiais. Separamos também algumas resenhas escritas por especialistas e críticos literários. Confira:

Ficção

“Os supridores”

Autor: José Falero. Editora: Todavia. Páginas: 304. Preço: R$ 59,90.

A chamada “voz das periferias” tem merecido cada vez mais reconhecimento — como prova o justificado sucesso do rapper Emicida na Nettflix com o filme “AmarElo —É tudo pra ontem”. E o bacana é que, sendo o Brasil tão gigante em experiências periféricas, seus novos arautos nos surpreendem o tempo todo. É o caso do gaúcho José Falero, de 33 anos, criado na Zona Leste de Porto Alegre. “Os supridores”, seu primeiro romance, reflete com muita veracidade uma vivência distante da elite. Ele a reflete não apenas como se fosse um espelho, mas também como um profundo pensador da realidade que o cerca. Leia a resenha completa aqui.

“Mowgli”

Autor: Rudyard Kipling. Editora: Zahar. Tradução: Alexandre Barbosa de Souza e Rodrigo Lacerda. Páginas: 320. Preço: R$ 44,90.

A edição da coleção Clássicos Zahar reúne o texto integral dos oito contos que acompanham o menino Mowgli em suas andanças pela selva. Tendo como cenários as florestas da Índia, a obra recorre aos habitantes da natureza para promover debates sobre a existência humana, tratando da amizade e do respeito entre homens e animais.

“Trilogia do reencontro”

Autor: Botho Strauss. Editora: Temporal. Tradução: Alice do Vale. Páginas: 216. Preço: R$ 72.

Inédita no Brasil, a peça do dramaturgo alemão, que se iniciou no teatro em 1970, trata de indivíduos mergulhados em suas próprias subjetividades, tendo a representação da arte (pintura, teatro, fotografia e literatura) como mote central. Botho, também autor de prosa e ensaios, escreveu 14 peças adaptadas em vários países, inclusive no Brasil.

“A segunda vida de Missy”

Autor: Beth Morrey. Editora: Intrínseca. Tradução: Vera Ribeiro. Páginas: 304. Preço: R$ 49,90.

Aos 79 anos, Missy vaga solitária pela casa agora grande demais, em Londres, depois da mudança dos filhos. Sua rotina entediante muda quando vizinhos e a divertida cadela Bob a fazem descobrir uma nova razão para viver. A autora faz uma fábula contemporânea sobre o envelhecimento e a capacidade de recomeçar.

“Oh, margem! Reinventa os rios!”

Autor: Cidinha da Silva. Editora: Raquel. Páginas: 126. Preço: R$ 40.

A segunda edição da obra traz dois contos e três crônicas novas, além de um prefácio do escritor Paulo Scott. Ele destaca, além da escrita singular e vigorosa, a capacidade da autora para expor “a complexidade da existência humana”, e sua leitura “nada óbvia do velho e anacrônico racismo estrutural brasileiro”.

“Entre sonhos e tempestades”

Autor: Rui de Oliveira. Editora: Cia. das Letrinhas. Páginas: 96. Preço: R$ 64,90.

Um dos maiores nomes da ilustração no país, o também escritor Rui de Oliveira reúne, neste volume, sua interpretação narrativa e visual para as histórias e personagens de três das mais conhecidas peças do inglês William Shakespeare: “Sonho de uma noite de verão”, “Romeu e Julieta” e “A tempestade”.

“Pachinko”

Autora: Min Jin Lee.Editora: Intrínseca. Tradução: Marina Vargas. Páginas: 528. Preço: R$ 69,90

Lançado em 2017, nos EUA, “Pachinko” tornou-se rapidamente um sucesso de crítica e de público. Recomendado por personalidades midiáticas como Barack Obama e Oprah Winfrey, o romance da americana de origem sul-coreana Min Jin Lee foi editado em 30 países, recebeu prêmios e, em breve, será adaptado para a Apple TV. Tamanho alvoroço é pertinente. Seguindo a linha de tantos escritores empenhados em retratar suas origens, Min Jin Lee mostrou que tem muito a contribuir com esse filão ao questionar se o antigo conceito de pátria-mãe ainda é válido. Leia a crítica completa aqui.

Não-ficção

“Os inovadores”

Autor: Walter Isaacson. Editora: Intrínseca. Tradução: Donaldson M. Garschagen e Renata Guerra. Páginas: 592. Preço: R$ 89,90.

O jornalista americano analisa a história da revolução digital através de suas figuras mais marcantes. Ao traçar um panorama sobre a importância de figuras como Ada Lovelace, Alan Turing e Steve Jobs, Isaacson cria um rico registro sobre a dependência do trabalho em equipe para o sucesso da inovação.

“Rastejando até Belém”

Autora : Joan Didion. Editora: Todavia. Tradução: Maria Cecilia Brandi. Páginas: 240. Preço: R$ 69,90.

Joan Didion abre sua primeira coletânea de ensaios, “Rastejando até Belém”, afirmando que a obra nasceu da necessidade de compreender o momento de fragmentação pelo qual os Estados Unidos passavam. Era 1967 e, como ela mesma diria no ensaio que dá título ao livro, “o centro cedia”. O movimento hippie estava em seu auge, junto com os protestos contra a guerra do Vietnã e a favor dos direitos civis, adolescentes fugiam de casa em velocidade epidêmica e os abismos geracionais e ideológicos pareciam se tornar intransponíveis. Tudo aquilo que formava a alma do país se esfacelava, e Didion, ao mesmo tempo convencida da futilidade da escrita e incapaz de fazer qualquer outra coisa, sentou-se à máquina. Leia a resenha completa aqui.

“Notre-Dame: A alma da França”

Autor: Agnès Poirier. Editora: DBA. Tradução: Ana Guadalupe. Páginas: 240. Preço: R$ 79,90.

A jornalista parisiense usa como mote os 850 anos da Catedral de Notre-Dame para investigar suas modificações históricas. Ao evocar o desastre que varreu em chamas a construção, em 2019, a narrativa percorre os complexos eventos que transformaram o local em um dos pontos turísticos mais famosos do globo.

“Memórias do calabouço”

Autor: Mauricio Rosencof e Eleutério Fernández Huidobro. Editora: Rua do Sabão. Tradução: Ana Helena Oliveira e Paloma Santos. Páginas: 308. Preço: R$ 55.

Os jornalistas e ativistas uruguaios lembram os tempos de militância e prisão durante a ditadura militar que se instalou no país em 1973 — eles tiveram como companheiro de cela Pepe Mujica, futuro presidente do Uruguai. A obra foi transformada no filme “Uma noite de 12 anos” pela Netflix, lançado em 2018.

“Arte em tempos de inteolerância: Theresienstadt”

Autora: Silvia Rosa Nossek Neller. Editora: Rio Books. Páginas: 224. Preço: R$ 79.

A historiadora brasileira faz uma análise da arte produzida no campo de concentração de Theresienstadt, na antiga Tchecolosváquia, criado pelos nazistas como modelo para persuadir o mundo de que os judeus não eram maltratados. O campo teve como prisioneiros escritores, políticos, músicos, cantores e artistas, que deixaram um rico material histórico.

“Cem nomes da edição no Brasil”

Autor: Leonardo Neto. Editora: Oficina Raquel. Páginas: 384. Preço: R$ 64.

O jornalista perfila editores que construíram a história do livro no Brasil, desde o século XVII até os dias de hoje. Os nomes foram separados em sete categorias (pioneiros, revolucionários, combatentes, os da redemocratização, contemporâneos, e o futuro da edição) que ajudam na compreensão do contexto histórico do país.

“Menino sem passado”

Autor: Silviano Santiago. Editora: Companhia das Letras. Páginas: 472. Preço: R$ 89,90.

No primeiro de três volumes com suas memórias, o autor, um dos mais importantes críticos e ficcionistas contemporâneos, passa em revista sua infância no interior de Minas Gerais, lembrando a descoberta do cinema e dos quadrinhos, as relações familiares, entrelaçados a momentos decisivos da história do Brasil entre 1940 e 1960.

“Cartas e máximas principais”

Autor: Epicuro. Editora: Penguin-Companhia. Tradução: Maria Cecilia Gomes dos Reis. Páginas: 224. Preço: R$ 34,90.

Coletânea com todos os escritos do filósofo grego que influenciou pensadores como Thomas Hobbes, Karl Marx e Isaac Newton, a obra é uma espécie de introdução para a filosofia do bem viver. A tradução de Maria Cecilia Gomes dos Reis é diretamente do grego, e ela assina também apresentação e notas.

“Estética e raça”

Autor: Luiz Mauricio Azedo. Editora: Sulina. Páginas: 138. Preço: R$ 34, 90.

A obra reúne 16 textos de crítica e teoria literárias em que o autor aborda a identidade negra na literatura. Ele examina a forma como questões sobre a complexidade social e as lutas cotidianas de pessoas negras são tratadas na escrita de Machado de Assis, Jeferson Tenório, Ralph Ellison e Toni Morrison, entre outros.

“A representação da criança na literatura infantojuvenil”

Autor: Isabel Lopes Coelho. Editora: Perspectiva. Páginas: 208. Preço: R$ 54,90.

Em seu livro de estreia, a editora e pesquisadora investiga a construção da imagem da criança por meio de três personagens da literatura infantil do século XIX: Rémi (de “Sans Famille”), Pinóquio e Peter Pan. O texto aborda o desenvolvimento do mercado editorial nos países de cada personagem e o surgimento da criança como sujeito na sociedade moderna.

“O que eu escrevo continua”

Organização: José Mário Rodrigues. Editora: CEPE. Páginas: 112. Preço: R$ 30.

A obra, lançada ainda no âmbito do centenário de Clarice Lispector (completado em 2020), reúne ensaios de dez autores, como Raimundo Carrero, Luzilá Gonçalves Ferreira e o próprio organizador. Em maio de 1976, o poeta e cronista ciceroneou a escritora durante sua última visita ao Recife, onde ela viveu com a família entre 1925 e 1935.

“Dicionário de símbolos”

Autores: Jean Chevalier e Alain Gheerbrant. Editora: José Olympio. Tradução: Vera da Costa e Silva, Angela Melim, Lúcia Melim e Raul de Sá. Páginas: 1096. Preço: R$ 169,90.

Edição revista da obra publicada originalmente na França em 1969. Referência na área, o dicionário de símbolos apresenta, em mais de 1.600 verbetes, um painel da produção cultural da Humanidade em diversas áreas, da arte à religião, da antropologia à política.

“Manet”

Autor: George Bataille.  Editora: Martins Fontes. Tradução: Celia Euvaldo. Páginas: 152. Preço: R$ 64,90.

O pensador francês faz uma aprofundada reflexão sobre a vida e a obra do criador de telas icônicas como “Olympia” e “Le déjeuner sur l’herbe”. Bataille afirma que, para Manet, a pintura era encarada como um furor contra as convenções de seu tempo, antecipando comportamentos modernistas.

“Carta à Terra”

Autor: Geneviève Azam. Editora: Relicário. Tradução: Adriana Lisboa. Páginas: 164. Preço: R$ 45,90.

A economista e ambientalista francesa escreve uma carta dirigida ao planeta, falando de suas angústias diante da degradação crescente dele e repassando a história da Humanidade por meio de referências científicas, filosóficas e literárias. O livro conta com prefácio de Ailton Krenak e um texto especialmente escrito pela autora para a edição brasileira.

“Um espião silenciado”

Autor: Raphael Alberti. Editora: CEPE. Páginas: 140. Preço: R$ 30.

Que relação pode ter a morte de um agente secreto brasileiro e organizações radicalmente anticomunistas no epicentro do governo socialista do presidente João Goulart? Tudo. Em “Um espião silenciado”, obra que mais parece um romance de aventuras, o historiador Raphael Alberti narra a história verídica do jornalista José Nogueira, envolvido nos anos 1960 numa dupla função de repórter e espião do Centro de Informações da Marinha (Cenimar), órgão subordinado às Forças Armadas. Leia a resenha completa aqui.

“Levante”

Autor: Henrique Marques Samyn. Editora: Jandaíra. Páginas: 104. Preço: R$ 42.

Fruto de uma pesquisa desenvolvida ao longo de cinco anos pelo autor, professor de literatura da UERJ e militante negro, “Levante” reúne 75 poemas que abordam a trajetória do povo negro no Brasil. Dividida em seis partes, a obra trata desde o desterro imposto pelo tráfico negreiro até a constante luta nos dias de hoje.

“Maha Mamo: A luta de uma apátrida pelo direito de existir”

Autores: Maha Mamo, com Darcio Oliveira. Editora: Globo Livros. Páginas: 272. Preço: R$ 49,90.

Maha Mamo conta sua história desde o nascimento em Beirute, em 1988, até a conquista da cidadania brasileira. Por conta das rigorosas leis libanesas para reconhecer seus cidadãos, Maha permaneceu apátrida durante 30 anos. Hoje, ela é um dos símbolos da campanha I Belong, que pretende acabar com a apatridia no mundo.

“Ensaios recentes”

Autor: J.M.Coetzee. Editora: Carambaia, Tradução: Sergio Flaksman. Páginas: 352. Preço: R$ 87,90.

Além de autor de romances celebrados como “Desonra” e “Diário de um ano ruim”, o Nobel de Literatura J. M. Coetzee é também um ensaísta de grande inteligência, como mostram os dois volumes recentemente lançados: “Mecanismos internos”, com ensaios escritos entre 2000 e 2005 (teve edição pela Companhia das Letras em 2011), e “Ensaios recentes”, inédito no Brasil, com textos do período de 2006 a 2017. Leia a resenha completa aqui.

“Teatro legislativo”

Autor: Augusto Boal. Organização: Organização de Fabiana Comparato e Julián Boal. Editora: 34. Páginas: 256. Preço: R$ 64.

Lançado originalmente em 1996, “Teatro Legislativo” fala da experiência pioneira do dramaturgo Augusto Boal (1931-2009) como vereador no Rio, no início dos anos 90, inaugurando o que hoje tem sido chamado de “mandato coletivo”. A nova edição traz fotos, documentos e depoimentos inéditos de colaboradores da época.

“A ficção equilibrista”

Autora: Vera Lúcia Follain de Figueiredo. Editoras: Relicário/PUC Rio. Páginas: 240. Preço: R$ 49,90.

Em “A ficção equilibrista: narrativa, cotidiano e política”, uma coletânea de ensaios de Vera Lúcia Follain de Figueiredo, a autora estabelece um diálogo entre teóricos, em grande parte estrangeiros, e artistas, cujo destaque vai para os latino-americanos. Dessa combinação de vozes, emerge uma fala singular, que nos instiga a pensar o Brasil atual. Leia a resenha completa do livro.

Seja Homem: A Masculinidade Desmascarada”

Autor: JJ Bola Editora: Dublinense Tradução: Rafael Spuldar Páginas: 176 Preço: R$54,90

Através de análises das condições sociais impostas historicamente aos homens, Bola trata a masculinidade como a grande protagonista de sua obra. O autor britânico se utiliza de reflexões sobre diferentes interações culturais para redefinir os mitos presentes na construção da figura masculina.

Infanto-juvenil

“A África que você fala”

Autor: Cláudio Fragata. Editora: Globinho. Ilustração: Mauricio Negro. Páginas: 32. Preço: R$ 48.

Autor também de “O tupi que você fala”, Cláudio Fragata apresenta desta vez aos pequenos leitores a origem africana de palavras incorporadas ao nosso cotidiano: cafuné, samba, quiabo, dendê e quitanda, entre muitas outras, que pegamos emprestadas de idiomas como quimbundo, iorubá, jeje e banto. O texto é complementado pelas ilustrações de Mauricio Negro.

Poesia

“Feitio”

Autor: Fernanda Oliveira Editora: Imprimatur Páginas: 256 Preço: R$ 39

A poeta carioca fala de amor, intimidade, pequenas conquistas, dúvidas cotidianas e do amadurecimento, ainda que sem perder o jeito de menina, compartilhando com o leitor suas descobertas com a naturalidade de uma conversa entre amigos, num equilíbrio entre singeleza e profundidade. “Feitio” é seu 18º livro de poemas.

“O sopro do leão”

Autor: Marcos Bagno. Editora: Olho de Vidro. Páginas: 48.

Preço: R$ 52,90.

Tendo o amadurecimento como um de seus fios condutores, o autor convida os jovens leitores a se debruçar sobre a sutileza e urgência de temas muitas vezes considerados complicados para crianças. Através da poesia e de suas imagens, a obra promove reflexões acerca dos afetos e descobertas essenciais para superar os momentos difíceis.

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