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Monday, September 27, 2021

Olimpíadas: Conheça amigos e namorada que deram suporte a Alison no caminho para bronze

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Medalhista em Tóquio está desde março fora do Brasil em preparação e será recebido com surpresa na volta

Bruno Marinho

04/08/2021 – 00:29 / Atualizado em 04/08/2021 – 00:40

Da esquerda para direita: Lorraine, Victoria, Alison e Wesley Foto: Reprodução
Da esquerda para direita: Lorraine, Victoria, Alison e Wesley Foto: Reprodução

Alison dos Santos despertou curiosidade ao se classificar para a final dos 400m com barreiras nos Jogos de Tóquio e dizer que o feito era para atender o pedido de um grupo de WhatsApp do qual faz parte. Dois emojis de corações é o nome do grupo, dado pelo atleta. São três amigos que estiveram presentes mesmo à distância e ajudaram Piu a conquistar a medalha de bronze. Uma das amizades evoluiu e virou namoro.

Leia também:Dez pódios marcantes e curiosos da Olimpíada de Tóquio até agora

Lorraine Barbosa é atleta dos 100m, 200m e 4x100m, medalhista de ouro no revezamento nos Jogos de Lima, em 2019. Os dois se conhecem desde 2017, são companheiros de seleção e de clube em São Paulo. As ligações e chamadas de vídeo foram diárias, apesar da distância, serviram para Alison matar a saudade de casa. Ele está fora do Brasil desde março, quando viajou para fazer a fase final da preparação para os Jogos.

– Estive com ele nos EUA, depois, no Mundial de Revezamento, e depois eu voltei para o Brasil e ele seguiu fora. A gente se fez presente na vida dele todo tempo. Ele é leve, ele é luz, passa alegria, fé, esperança. A gente não tem palavras para descrever o Alison. Ele quer abraçar o mundo sempre. Tudo que tiver ao alcance para ajudar, ele faz.

Alison e sua namorada, Lorraine Foto: Reprodução
Alison e sua namorada, Lorraine Foto: Reprodução

Além de Lorraine, estão no grupo Wesley Victor, atleta dos 110m com barreiras e Maria Victoria Sena, dos 400m e 4x400m. O trio compartilha o sonho de vencer no atletismo e tem na evolução meteórica de Piu um exemplo. Mas nem sempre de elogios vive o medalhista. São os amigos, ao lado de familiares, que ajudam a manter os pés de Alison fincados no chão.

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Os amigos também ajudaram Alison a lidar melhor com as cicatrizes que ele carrega no corpo, decorrência de um acidente doméstico quando ainda era bebê.

– Hoje ele leva bem melhor as inseguranças dele em relação à cicatriz. Eu tenho má formação na mão esquerda. Conversamos bastante sobre essas questões. Sempre rolam uns olhares, é normal.

Alison deve ser recebido com festa pelos amigos no dia que desembarcar em São Paulo. Eles desejam fazer uma surpresa ao Piu. As emoções têm sido grandes nos últimos dias.

– Eu só sabia chorar, durante e depois da prova. Eu treino com ele também, vejo como é um menino muito esforçado. Tudo que ele está colhendo, ele plantou. Ele é meu ídolo – afirmou Lorraine.

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