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Wednesday, April 14, 2021

O golpe em Mianmar e a frágil democracia na região

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Filipe Barini e o professor Maurício Santoro analisam o impacto da tomada do poder pelos militares no país do sudeste asiático

O Globo

11/02/2021 – 04:00

Apoiadores da líder Suu Kyi entraram em confronto com os militares em Myanmar Foto: Arte
Apoiadores da líder Suu Kyi entraram em confronto com os militares em Myanmar Foto: Arte

A tomada do poder em Mianmar, a antiga Birmânia, país do sudeste asiático com 54 milhões de habitantes, foi um golpe de estado à moda antiga, com o bloqueio de ruas e de prédios púbicos. Os militares rejeitaram o resultado das eleições ocorridas em novembro, sob a alegação de fraude. Mas a resposta dos manifestantes segue um exemplo bem mais recente. Os apoiadores da líder de facto e prêmio Nobel da Paz, Suu Kyi, usam capacetes de construção amarelos, guarda-chuvas e a saudação de três dedos, a marca dos protestos pela democracia na vizinha Tailândia e também em Hong Kong. Nos três países, eles estão unidos em um movimento virtual, chamado “Milk Tea Aliance”, formado por jovens dispostos a enfrentar a repressão nas ruas. No caso de Mianmar, a força dos protestos contra o golpe surpreende pelo longo histórico de autoritarismo e de controle militar no país, que só se encerrou, ainda que parcialmente, nas eleições de 2015. No Ao Ponto desta quinta-feira, o jornalista Filipe Barini e o professor de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maurício Santoro explicam como o golpe em Mianmar afeta as tentativas para consolidar a democracia na região. Eles também analisam o poder da comunidade internacional para interferir contra regimes autoritários no sudeste asiático.

Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes do dia. O episódio também pode ser ouvido na página de Podcasts do GLOBO. Você pode seguir a gente em Spotify, iTunes, Deezer.

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