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Sunday, June 13, 2021

Número de mortes na pandemia é duas ou três vezes maior que o registrado, diz OMS

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Relatório aponta ‘subcontagem significativa’ e calcula que óbitos direta ou indiretamente provocados pela Covid-19 foram de 6 a 8 milhões, em vez dos 3,4 milhões reportados pelos países

O Globo e Reuters

21/05/2021 – 10:18
/ Atualizado em 21/05/2021 – 10:32

Voluntários carregam o corpo de uma pessoa que morreu por conta do coronavírus para ser cremado na Índia Foto: SAMUEL RAJKUMAR / REUTERS
Voluntários carregam o corpo de uma pessoa que morreu por conta do coronavírus para ser cremado na Índia Foto: SAMUEL RAJKUMAR / REUTERS

GENEBRA – A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que os os números oficialmente contabilizados de mortes provocadas direta ou indiretamente pela pandemia da Covid-19 constituem, provavelmente, “uma significativa subcontagem”. A agência estimou que o número real de mortes poderia ser duas a três vezes maior do que o reportado pelos países.

Ao apresentar seu relatório anual de estatísticas de saúde em nível mundial, a OMS estimou que o total de mortes ocasionadas pela pandemia em 2020 foi de pelo menos 3 milhões, ou 1,2 milhão a mais do que os 1,8 milhão de mortes informadas oficialmente. 

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Em 20 de maio de 2021, as estatísticas da OMS mostraram que cerca de 3,4 milhões de pessoas morreram em todo o planeta na pandemia, embora o número real possa ser muito maior, afirmou a organização.

— Esse número pode, na verdade, ser duas ou três vezes maior. Eu acredito que de seis a oito milhões de mortes podem ser uma estimativa prudente — disse a diretora assistente da Divisão de Dados e Análises da OMS, Samira Asma, em uma entrevista coletiva virtual.

O analista de dados da OMS William Msemburi ressaltou que essa projeção inclui tanto mortes por Covid-19 não registradas quanto as mortes indiretas por outras doenças provocadas pela falta de capacidade hospitalar e pelas restrições à mobilidade, entre outros fatores.

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— O desafio é que o número de mortes relatadas por Covid-19 são uma subcontagem do impacto total — explicou Msemburi.

A OMS citou a falta de sistemas confiáveis para registrar as mortes em muitos países, apesar de em muitos casos pessoas terem morrido com o coronavírus antes mesmo de serem testadas. Mesmo em regiões com sistemas de notificação relativamente confiáveis, as subcontagens ainda assim seriam prováveis. A OMS estimou 1,1 a 1,2 milhões de “mortalidades excessivas” na Europa durante 2020, o dobro das 600 mil mortes relatadas.

O aumento do número de mortes na América Latina e na Ásia, à medida que novas variantes se espalham por essas regiões, é motivo de preocupação para funcionários da agência.

Já nas Américas, o número de mortes em excesso foi de 1,3 a 1,5 milhão em 2020, 60% maior do que o número de mortes de COVID-19 relatado de 900 mil naquela

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