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Sunday, May 16, 2021

'Notre Dame', um voo nonsense sobre Paris

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Bonequinho olha longa que por vezes se distancia da realidade para falar do mundo alucinado de hoje

Daniel Schenker

11/02/2021 – 00:10

A atriz e diretora Valérie Donzelli em cena com Pierre Deladonchamps, em
A atriz e diretora Valérie Donzelli em cena com Pierre Deladonchamps, em “Notre Dame” Foto: Divulgação

A vida de Maud (protagonista interpretada por Valérie Donzelli, também diretora do filme) não anda fácil. Cuida dos dois filhos sem tanta ajuda do ex-marido, Martial (Thomas Scimeca)— que, porém, não hesita em se instalar na casa dela —, lida com o chefe tirânico e ainda descobre uma gravidez não planejada. A compensação surge no reencontro com um namorado do passado, Bacchus (Pierre Deladonchamps).

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Mas, ao mesmo tempo em que mostra Maud envolvida com questões concretas do cotidiano, Valérie Donzelli se distancia da realidade em diversas sequências. Uma maquete voa pelos céus de Paris, personagens começam subitamente a cantar e dançar, outros apanham na rua sem qualquer justificativa. O nonsense, contudo, não parece gratuito. É a forma escolhida para falar sobre um mundo alucinado. Com referências evidentes ao teatro e ao cinema mudo, esta produção se destaca mais pelo modo de contar do que pela história em si.

‘Alcione – O samba é primo do jazz’

Entrevistas e registros com a cantora em Lisboa, Rio e São Luís criam a moldura de um retrato “três por quatro” intimista, complementado por preciosas imagens de arquivo. Leia a crítica.

‘Aznavour por Charles’

Um autorretrato de um dos maiores nomes da canção francesa por ele mesmo, feito com imageins filmadas por ele próprio de 1948 a 1982. Leia a crítica.

#SemSaída

O filme de terror conta a história de um influencer que viaja para Moscou com um grupo de amigos para um jogo de “escape roomm”, mas a brincadeira vira um pesadelo real. Leia a crítica.

‘Notre Dame’

Ao mesmo tempo em que mostra questões concretas do cotidiano, Valérie Donzelli se distancia da realidade em diversas sequências. O nonsense, contudo, não parece gratuito. Leia a crítica.

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