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Saturday, September 25, 2021

Netanyahu se declara inocente em audiência que retoma julgamento por corrupção 

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Sessão foi aberta a seis semanas de nova eleição em Israel, a quarta em dois anos

O Globo e agências internacionais

08/02/2021 – 09:45
/ Atualizado em 08/02/2021 – 09:50

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em audiência que retomou seu julgamento após dez meses que foi aberto Foto: POOL / REUTERS
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em audiência que retomou seu julgamento após dez meses que foi aberto Foto: POOL / REUTERS

JERUSALÉM — O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rebateu nesta segunda-feira as acusações de corrupção que enfrenta na Justiça. O premier se declarou inocente na audiência de retomada do julgamento em que é acusado de suborno, fraude e abuso de poder. O processo foi recomeçado dez meses após sua abertura, em maio do ano passado, e acontece a seis semanas das novas eleições parlamentares.

Netanyahu pode enfrentar até 10 anos de prisão se condenado por suborno e até três anos por fraude e violação de confiança. No entanto, pode durar meses e até anos, caso haja recurso. 

— Confirmo a resposta por escrito enviada em meu nome — disse Netanyahu se referindo a um documento escrito por seus advogados e enviado ao Tribunal Distrital de Jerusalém no mês passado.

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Na audiência de hoje, o premier tentou passar tranquilidade em relação ao processo. Usando uma máscara para evitar o contágio da Covid-19, Netanyahu se apresentou diante de três juízes da corte e deixou a sessão 20 minutos depois de seu início. A intenção de sua saída rápida foi mostrar que não permitiria que o julgamento interferisse nos afazeres do governo, já que Israel começou a suspender a quarentena de um mês imposta para contar a pandemia no país. 

Indiciado em 2019, Netanyahu é o primeiro premier israelense a ser julgado por um crime enquanto ainda está no cargo. Ele é acusado em três casos. O primeiro, de ter recebido charutos, champanhe e joias no valor de 700 mil shekels (US$ 197 mil) de pessoas ricas em troca de favores financeiros ou pessoais. Nos outros dois, responde às acusações de ter subornado e favorecido jornais e uma empresa de telecomunicações em troca de uma cobertura favorável. 

No início do julgamento, em maio passado, Bibi, como é chamado pelos israelenses, negou as denúncias e disse sofrer de uma “caça às bruxas” promovida pela esquerda. Desta vez, o primeiro-ministro de direita pediu apenas que as pessoas respeitassem o distanciamento físico devido ao novo coronavírus. 

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Do lado de fora do tribunal, manifestantes protestavam contra o premier, pedindo sua renúncia. Em Israel, o primeiro-ministro não tem imunidade judicial, mas, diferentemente de outros cargos públicos e políticos, não precisa renunciar ou se retirar do cargo durante o julgamento.

No entanto, o processo pode dificultar que Netanyahu forme um novo governo nas eleições legislativas de março — essas serão a quarta votação em dois anos. O premier está no cargo desde 2009, após um primeiro mandato de 1996 a 1999.

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