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Sunday, May 16, 2021

Larry Flynt, fundador da revista 'Hustler', morre aos 78 anos, de insuficiência cardíaca

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Editor, que promoveu uma cruzada nos tribunais pela liberdade de expressão, foi interpretado no cinema por Woody Harrelson

O Globo

10/02/2021 – 20:36
/ Atualizado em 10/02/2021 – 22:18

Larry Flynt em 2014, com a capa do 40º aniversário da revista 'Hustler' Foto: MARK RALSTON / AFP
Larry Flynt em 2014, com a capa do 40º aniversário da revista ‘Hustler’ Foto: MARK RALSTON / AFP

Fundador da revista “Hustler” e personagem da contracultura americana, Larry Flynt morreu nesta quarta-feira, aos 78 anos, em sua casa em Los Angeles. Segundo o site TMZ, Flynt  teria morrido por insuficiência cardíaca pela manhã. A notícia foi confirmada pelo irmão de Larry, Jimmy Flynt, ao jornal “Washington Post”.

Controverso, Flynt nasceu em 1942, em uma família pobre de Lakeville, Kentucky. Após servir à Marinha e trabalhar numa fábrica da General Motors, ele abriu um bar em 1968, que seria transformado em um clube de strip-tease, o Hustler Club. Flynt transformou um panfleto que distribuía para promover as atrações do clube em uma revista, que, em 1973, se tornou a “Hustler”. Diferentemente de concorrentes como a “Playboy” e “Penthouse”, a  “Hustler” mostrava sem pudor partes íntimas das estrelas em seus ensaios. Suas capas também traziam críticas ácidas à sociedade americana.

Woody Harrelson como Larry Flynt no cinema, no longa de Milos Forman Foto: Divulgação
Woody Harrelson como Larry Flynt no cinema, no longa de Milos Forman Foto: Divulgação

Em1978, um juiz do condado de Gwinnett, na Geórgia, tentou censurar a circulação da revista por conteúdo pornográfico. Flynt levou o caso à Suprema Corte, protagonizando uma verdadeira batalha em nome da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que assegura liberdade de expressão e de imprensa.

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Ao final, a Justiça autorizou as publicações de conteúdo erótico, mas, na mesma semana em que ganhou a causa, Flynt foi baleado por um supremacista branco, por conta de um ensaio interracial da “Hustler”, ficando paraplégico. Sua trajetória foi levada para o cinema em 1996 por Milos Forman, diretor de “O povo contra  Larry Flynt”, que teve o ator Woody Harrelson no papel do editor.

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As provocações de Flynt não ficavam restritas ao sexo, tendo a classe política como um dos alvos preferenciais. Na década de 1970, ele ofereceu ele ofereceu US$ 1 milhão por informações sobre condutas sexuais ilegais de membros do Congresso. Em 2017, Flynt subiu a oferta para US$ 10 milhões, em um anúncio de página inteira do “Washington Post”, para quem oferecesse  informações que levassem ao impeachment do ex-presidente Donald Trump. Ele também concorreu à Presidência contra Ronald Reagan e em 2003 fez campanha pelo governo da Califórnia.

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