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Monday, April 12, 2021

Honduras rejeita novas acusações de tráfico de drogas contra presidente

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Promotores americanos descrevem participação de Juan Orlando Hernández em corrupção pública generalizada

O Globo e agências internacionais

09/02/2021 – 13:16
/ Atualizado em 09/02/2021 – 13:22

O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández Foto: Jorge Cabrera/REUTERS
O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández Foto: Jorge Cabrera/REUTERS

TEGUCIGALPA — O governo de Honduras rejeitou, nesta segunda-feira, novas alegações de envolvimento com o tráfico de drogas feitas contra o presidente Juan Orlando Hernández em documentos judiciais apresentados em um tribunal de Nova York na semana passada.

“A versão de que presidente Hernández supostamente aceitou dinheiro de drogas de Geovany Daniel Fuentes Ramírez, ou deu proteção ou coordenação a traficantes de drogas, é 100% falsa e parece ser baseada nas mentiras de criminosos confessos que buscam vingança para reduzir suas sentenças”, disse a conta da Presidência no Twitter.

De acordo com relatórios do tribunal, citados pela imprensa americana, promotores dos EUA iniciaram investigações contra Hernández — identificado com o código CC-4 — e outras autoridades hondurenhas mencionadas por Fuentes. Fuentes está sendo julgado por tráfico de drogas no Tribunal Distrital do Sul de Nova York.

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Os promotores afirmam que em 2013, CC-4 “solicitou grandes contribuições de campanha (…)” e descrevem a participação em corrupção pública generalizada, incluindo “desvio de ajuda dos EUA por meio de organizações não governamentais e desvios do fundo de assistência social de Honduras”.

O presidente já havia sido citado por esse crime no julgamento que o Ministério Público Federal investiga contra seu irmão mais novo, Juan Antonio Tony Hernández, que está preso acusado de ser traficante “em larga escala” e aguarda sentença de pelo menos 40 anos de prisão. Ele foi capturado em novembro de 2018 em Miami.

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O presidente já havia rejeitado as acusações, afirmando que as alegações dos promotores são baseadas em depoimentos de traficantes de drogas confessos extraditados por seu governo, que se renderam por pressão ou foram capturados pelas autoridades americanas.

o líder do cartel Los Cachiros, Leonel Rivera, também disse em testemunho que ele e outros traficantes de drogas pagaram subornos maciços a CC-4 em troca da proteção das agências de segurança pública e para evitar a extradição para os Estados Unidos.

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“Entre outras coisas, e conforme estabelecido no julgamento de Tony Hernández, por volta de 2013, CC-4 aceitou aproximadamente US$ 1 milhão em receitas do tráfico de drogas que foram dadas a seu irmão pelo ex-líder do Cartel de Sinaloa, Joaquín Guzmán Loera (El Chapo)”, diz o documento.

Em outro tuíte, o governo reiterou que “esta e outras alegações oportunistas definham diante do fato avassalador de que, durante o governo Hernández, o tráfico de cocaína em Honduras foi reduzido de 87% para 4%, de 2013 a 2019, de acordo com publicações do próprio Departamento de Estado dos EUA”. No governo de Donald Trump, o departamento reconheceu que Hernández era um “bom aliado” na luta contra o narcotráfico.

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