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Monday, April 12, 2021

Globoplay reforça o seu catálogo de filmes nacionais em 2021

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Com blockbusters e clássicos em seu menu, plataforma de streaming se prepara para trazer novidades e investir em coproduções

Silvio Essinger

07/02/2021 – 03:30

Cenas dos filmes
Cenas dos filmes “Bye bye Brasil” (à esquerda), “Minha mãe é uma peça” e “A vida invisível” Foto: Colagem de fotos de divulgação

RIO – Do fim de 2020 para cá, os assinantes do Globoplay não deixaram de notar um significativo aumento, no catálogo, de filmes brasileiros. Ao lado de blockbusters como “Minha mãe é uma peça” (o título nacional de filme mais consumido na plataforma em 2020 – e o segundo mais consumido na categoria filmes), entrou em circulação uma vasta gama de obras: de clássicos de Nelson Pereira dos Santos (“Rio, 40 graus”, “Rio Zona Norte”), Glauber Rocha (“Deus e o diabo na terra do sol”, “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”, “Terra em transe”) e Cacá Diegues (“Bye bye Brasil”) a filmes como “O Auto da Compadecida” (2000, de Guel Arraes), “Cidade de Deus” (2002, de Fernando Meireles) e “O abismo prateado” (2013, de Karim Aïnouz).

— O Globoplay é uma plataforma de streaming que fala prioritariamente com o público brasileiro, então a gente tem toda a intenção do mundo de ter esse catálogo de filmes nacionais — garante Ana Carolina Lima, head de conteúdo do Globoplay. — A gente já tinha um catálogo de filmes internacionais bastante relevante mas, a partir do ano passado, surgiu essa vontade de estar mais próximo dos produtores nacionais, tanto em termos de aquisição quanto de produção de conteúdo nacional. Houve uma demanda das redes sociais, de pesquisas, que a gente tivesse esse conteúdo.

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Com a pandemia de Covid-19 e os cinemas fechados, o Globoplay teve até mesmo a oportunidade de promover estreias de filmes nacionais, como foi o caso em agosto de “Breve miragem de sol”, de Eryk Rocha. Para 2021, a ideia é continuar com os lançamentos na plataforma (no segundo semestre do ano passado, eles negociaram em torno de 200 filmes).

Este mês, por exemplo, entram no catálogo títulos como “Boa sorte” (2014 de Carolina Jabor), “Herbert de perto” (2009, de Pedro Bronz e Roberto Berliner) e “Bruna Surfistinha” (2011, de Marcos Baldini). Ao longo do ano, estreiam outros, como os premiados “Bacurau” (que entrou na disputa do Oscar 2021) e “A vida invisível”. E o próximo passo, segundo Ana Carolina, é ter filmes coproduzidos pela Globoplay, em “2022 ou 23”:

— Tem muitas produções que estão desenvolvidas, esperando só uma melhora e as vacinas para poder filmar.

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Com 84 filmes já licenciados para o Globoplay, a Globo Filmes espera disponibilizar “muitos outros” títulos na plataforma, como informa Simone Oliveira, gestora executiva da empresa:

— O forte consumo de filmes nas plataformas de streaming é excelente para a indústria do cinema como um todo. O que a gente percebe é que o streaming contribui para a formação de público do cinema ao dar visibilidade aos filmes, criando um círculo virtuoso.

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O diretor Cacá Diegues tem elogios para o streaming — o responsável segundo ele, pela façanha de, “em quase 12 meses confinado”, nunca ter visto tantos filmes na vida. Mas, quanto à presença da produção nacionais nas plataformas, Cacá alerta ser urgente “que se legisle com mais rigor essa atividade comercial”:

— Países como a França e a Austrália tomaram providências na defesa de seus interesses, de suas economias criativas. Nós, ainda não.

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