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Sunday, December 5, 2021

Garotos do Ninho: veja o destino dos 16 sobreviventes no incêndio; sete seguem no Flamengo

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Pandemia dificulta recolocação dos jovens que deixaram o rubro-negro

Diogo Dantas

08/02/2021 – 04:00
/ Atualizado em 08/02/2021 – 04:26

Jhonata Ventura recebeu alta em abril de 2019 Foto: Cléber Júnior/13-4-2019
Jhonata Ventura recebeu alta em abril de 2019 Foto: Cléber Júnior/13-4-2019

A maioria dos 16 jovens que se feriram no incêndio no alojamento da base do Flamengo há dois anos completou 16 anos em 2020 — idade em que é permitida a assinatura do primeiro contrato profissional. O clube, no entanto, só mantém em suas categorias inferiores sete sobreviventes. Dentre eles, cinco firmaram novo vínculo: o goleiro Francisco Dyogo, de 17 anos; o zagueiro Jhonata Ventura, de 16; e o atacante Cauan Emanuel — os três que se feriram com maior gravidade no acidente —, além do atacante Samuel Barbosa e o zagueiro Kayke Soares.

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Situação dos sobreviventes do incêndio no Flamengo Foto: Editoria de Arte
Situação dos sobreviventes do incêndio no Flamengo Foto: Editoria de Arte

O volante Rayan Lucas, de 15 anos, aguarda o aniversário para renovar. Já o atacante Filipe Chrysman, de 18, não renovou o vínculo e tem futuro incerto.

A lista de sobreviventes que não permanece no clube aumentou depois de um ano. No começo de 2020, o Flamengo dispensou seis atletas. Agora, mais um teve o vínculo encerrado e não renovou. Trata-se de Jean Salles, que deixou o clube em dezembro e assinou com o Alverca de Portugal na última semana.

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“Quero agradecer a todos os envolvidos, pais e empresários por todo suporte até aqui. Que Deus me abençoe nessa temporada! Feliz e motivado nessa missão. Grato a tudo que Deus está me proporcionando”, postou o jogador em suas redes sociais.

Dos dispensados, o atacante Felipe Cardoso, de 17 anos, foi o que melhor se encaixou no mercado, no Red Bull. Wendel Alves foi aprovado em testes no Corinthians. João Vitor Gasparin, Naydjel Callebe e Caike Duarte seguem sem clube.

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Em tempos de pandemia, os jovens tiveram dificuldades para serem observados em outras equipes, já que a base parou por muito tempo de fazer testes.

— O ano de 2020 não foi tão produtivo. Por causa da Covid-19, poucos abriram para a base — explica Naydjel, que aguarda chances.

— Estou treinando forte e esperando os clubes voltarem normalmente para aproveitar as oportunidades — emendou Caike, chamado de Paquetazinho.

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Antes da dispensa do grupo, outros atletas deixaram o Flamengo por conta própria: casos de Kennedy Lucas (Corinthians), Gabriel de Castro (Ponte Preta) e Pablo Ruan (Palmeiras).

Em recuperação

De todos os sobreviventes, o único que ainda não está 100%, mas já voltou a campo, é o zagueiro Jhonata Ventura. Ele teve 30% do corpo queimado e ficou aproximadamente um ano afastado para realizar os trabalhos de recuperação, como fisioterapia respiratória e tratamento para queimaduras nas mãos e braços.

Em função das sequelas, o Flamengo negociou uma indenização por danos morais paga imediatamente após a tragédia. Havia risco de o zagueiro não voltar a jogar. E o clube chegou a oferecer um cargo como funcionário caso a carreira de atleta ficasse pelo caminho. Esse ano, Jhonatan já atuou pelo time sub-17 e está em busca de sua melhor forma. Os demais atletas que seguem no Flamengo também jogam normalmente pela base.

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