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Sunday, December 5, 2021

Cúmplices da fuga espetacular de Ghosn ficam mais perto da extradição para Japão

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Segundo advogados, após decisão judicial,l governo americano pode entregar os Taylors nesta sexta-feira

Reuters

11/02/2021 – 18:01

Justiça americana aprova extradição para o Japão de cúmplices da fuga de Carlos Ghosn, ex-presidente da Aliança Nissan-Renault Foto: Toru Yamanaka / AFP
Justiça americana aprova extradição para o Japão de cúmplices da fuga de Carlos Ghosn, ex-presidente da Aliança Nissan-Renault Foto: Toru Yamanaka / AFP

BOSTON – Um tribunal de apelações dos EUA se recusou, nesta quinta-feira, a adiar ainda mais a extradição para o Japão de dois homens acusados de ajudar o ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn, a fugir do país.

A ordem do 1º Tribunal de Apelações dos EUA, em Boston, abre caminho para o veterano das Forças Especiais do Exército dos EUA Michael Taylor e seu filho, Peter Taylor, serem entregues ao Japão, depois que o Departamento de Estado dos EUA aprovou sua extradição.

Os advogados dos réus informaram que, na ausência de suspensão de uma decisão anterior que permitia a extradição a qual buscavam apelar, o governo dos EUA poderia entregar os Taylors ao Japão na sexta-feira.

Paul Kelly, advogado dos Taylors, disse que sua equipe de defesa está “atualmente explorando as opções legais dos Taylors”. O Departamento de Justiça dos EUA não quis comentar.

Os Taylors foram presos, em maio do ano passado,  a pedido do governo japonês após serem acusados de ajudar Ghosn a fugir do Japão, em 29 de dezembro de 2019, escondido em uma caixa e em um jato particular antes de chegar a sua casa de infância, o Líbano, que não tem tratado de extradição com o país.

Ghosn estava aguardando julgamento por acusações de envolvimento em irregularidades financeiras, inclusive por subestimar sua compensação nas demonstrações financeiras da Nissan. Ghosn nega qualquer irregularidade.

Os promotores disseram que Michael Taylor, especialista em segurança privada, de 60 anos, e Peter Taylor, de 27, receberam US $ 1,3 milhão por seus serviços.

Os advogados dos Taylors argumentaram que não eles poderiam ser processados no Japão por ajudar alguém a “pular a fiança” e que, se extraditados, enfrentariam a perspectiva de interrogatórios implacáveis e tortura.

Um juiz federal sustentou, no entanto,  no mês passado que, embora as condições das prisões no Japão “possam ser deploráveis”, isso não foi suficiente para impedir a extradição e que eles foram acusados de “crime de extradição”.

A poderosa equipe de defesa dos Taylor durante sua luta legal  chegou a  pressionar a Casa Branca sob o comando do então presidente Donald Trump para intervir.

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