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Thursday, September 16, 2021

Corpo de motorista que morreu na porta do Hospital de Bonsucesso é enterrado no Cemitério do Caju

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Uma bandeira do Vasco foi depositada sobre o caixão do homem que teria sido vítima de latrocínio

O Globo

10/02/2021 – 17:51

Esposa e mãe do motorista de aplicativo Alexandre Jorge Monteiro de Sousa choram na hora do sepultamento Foto: Gabriel de Paiva
Esposa e mãe do motorista de aplicativo Alexandre Jorge Monteiro de Sousa choram na hora do sepultamento Foto: Gabriel de Paiva

RIO – O corpo do motorista de aplicativo Alexandre Jorge Monteiro de Sousa, de 40 anos, que dirigiu até o Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na Zona Norte do Rio, onde morreu após ser esfaqueado no fim da noite de segunda-feira, foi enterrado na tarde desta quarta-feira, no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Cerca de 100 pessoas compareceram ao cortejo que começou por volta das 14h. Uma bandeira do Vasco, time do coração do motorista, foi depositada sobre o seu caixão, que foi enterrado após muito choro da esposa e da mãe de Alexandre, que está à base de remédios.

A Polícia Civil investiga o motivo da morte de Alexandre. A principal linha de investigação dos agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) é que o motorista sofreu uma tentativa de latrocínio — roubo seguido de morte. Nenhum pertence da vítima foi levado. Na tarde desta terça, policiais da especializada recolheram câmeras de segurança que possam identificar o autor do crime. Nos próximos dias a DHC vai ouvir testemunhas.

Após dirigir por quase três quilômetros, em busca de atendimento médico na emergência do HFB, o motorista ficou no local por pouco mais de uma hora, mas não foi socorrido, apesar dos seguranças terem visto o veículo, que chegou na contramão, parado, com os vidros abertos. O hospital informou que “vai abrir uma sindicância pra apurar a conduta dos seguranças”.

Segundo testemunhas, Alexandre estava com várias marcas de perfurações pelo corpo — muitas delas no pescoço. Até o fim da madrugada, o veículo ficou em cima da calçada do hospital, onde um cartaz informa “Não temos emergência”.

Segundo o Instituto Médico Legal (IML), Alexandre foi atingido por quatro facadas: uma no pescoço, uma no abdômen do lado esquerdo e outras duas superficiais no ombro. Os peritos afirmam que o motorista de Uber morreu de hemorragia interna e externa.

Esta é a segunda morte de motorista de aplicativo no Rio em menos de uma semana.

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