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Sunday, June 13, 2021

Cientistas preveem uma temporada 'acima do normal' de furacões no Atlântico em 2021

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Mudança climática e ocupação costeira são motivos para eventos mais destrutivos, explicam especialistas

New York Times

21/05/2021 – 00:01

Mulher busca abrigo de vento e chuva com a aproximação do furacão Dorian, na Flórida (EUA), em 2019 Foto: SCOTT OLSON / AFP
Mulher busca abrigo de vento e chuva com a aproximação do furacão Dorian, na Flórida (EUA), em 2019 Foto: SCOTT OLSON / AFP

NOVA YORK — Cientistas americanos previram nesta quinta-feira que 2021 pode ter entre 13 e 20 tempestades, de seis a dez furacões e de três a cinco grandes furacões de categoria 3 ou superior, no Atlântico. 

Ben Friedman, administrador interino da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, afirma que “o mais provável é uma temporada acima do normal” de eventos climáticos do tipo para a região.

A temporada de furacões vai de 1º de junho a 30 de novembro, embora nos últimos seis anos tenha tido registro de tempestades antes de seu início oficial.

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O anúncio deste ano vem depois de uma temporada recorde de 2020 com 30 tempestades que tiveram nomes — tantas que percorreu o alfabeto apenas pela segunda vez na História, fazendo com que os cientistas tivessem que recorrer a letras gregas. 

Os furacões se tornaram mais destrutivos com o tempo, em grande parte por causa das influências do aquecimento global. A mudança climática está produzindo tempestades mais poderosas, em que a subida do nível do mar ajuda a provocar eventos mais destrutivos. Os humanos também contribuem para tornar os danos causados por tempestades mais caros, ao continuar construindo em áreas costeiras vulneráveis. 

Matthew Rosencrans, do Centro de Previsão do Clima da NOAA, disse que não espera que a temporada de furacões de 2021 fosse tão ativa quanto a do ano passado, mas acrescenta que “basta uma tempestade perigosa para devastar comunidades e vidas”. A agência fará outra previsão no final do verão, antes do auge da temporada de furacões. 

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A previsão desta quinta-feira é baseada no “período de previsão” atualizado da NOAA para tempestades, parte de uma revisão feita uma vez por década nas estatísticas usadas para determinar como uma temporada se acumula e reflete o número crescente de tempestades no Atlântico ao longo das décadas. Esse número médio de tempestades de 30 anos passou de 12 tempestades nomeadas, seis furacões e três grandes furacões na versão do período anterior para 14 tempestades nomeadas e sete furacões. O número de grandes furacões permaneceu o mesmo. 

A ciência de prever os efeitos de tempestades individuais teve “um grande progresso”, disse Suzana Camargo, do Observatório Terrestre Lamont-Doherty. Os avanços tecnológicos estão dando às pessoas avisos muito mais precisos sobre rastros de furacões, chuvas e risco de ondas, bem como a compreensão das conexões entre as tempestades e as mudanças climáticas. 

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