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Sunday, September 26, 2021

Charles Aznavour por ele mesmo: 'um deleite'

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Bonequinho aplaude documentário com imagens feitas por cantor, um dos maiores astros da canção franscesa

Susana Schild

10/02/2021 – 23:53

Charles Aznavour em cena de
Charles Aznavour em cena de “Aznavour por Charles” Foto: Divulgação

Para os fãs de Charles Aznavour (e quem viajou em interpretações de “She”, “La Bohème”, “Hier encore” e não integra sua legião de súditos?). “Aznavour por Charles” é um deleite. Não, não se trata de um documentário convencional sobre o percurso de um dos maiores astros da canção francesa. Em 1948, ao ganhar uma câmera de Edith Piaf, o cantor, até 1982, filmou compulsivamente —os lugares que descobria, multidões, pessoas e, principalmente, rostos infantis em busca da criança que foi. Curiosamente, foi somente pouco antes de morrer, em 2018, aos 94 anos, que o cineasta acidental decidiu abrir o baú de memórias impressas em filmes Super-8 e 16mm e compartilhá-las com o realizador Marc di Domenico. Como inventariante do legado, Domenico acoplou uma adequada narração de Romain Duris baseada em expressivos textos do próprio Charles Aznavour.

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Muito antes da febre de filmar por dispositivos tecnológicos, Aznavour desponta como um precursor desta prática, com um apreço especial, quase obsessão, pela criação de imagens: “Me filmo, logo existo”, sintetiza. De turnês e lugares, ele passa a filmar amores, famílias, revelar intimidades. Com energia sem limites, Aznavour também empresta a câmera para ser filmado por colegas. Ele quer ser visto, sim, mas determinar como quer ser visto. Nesta ego trip assumida, está o homem tomado por paixões (muitas, temporárias), o cantor, o ator de cinema. A vida poderia parecer uma festa, mas tinha seus momentos de tédio, de reflexão. Algumas músicas estão presentes, como pano de fundo, ou filmadas em close, como na eletrizante “La Bohème”. Fica o testamento de um homem de rara intensidade que quis deixar o registro de sua vida pelo próprio olhar.

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Entrevistas e registros com a cantora em Lisboa, Rio e São Luís criam a moldura de um retrato “três por quatro” intimista, complementado por preciosas imagens de arquivo. Leia a crítica.

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Um autorretrato de um dos maiores nomes da canção francesa por ele mesmo, feito com imageins filmadas por ele próprio de 1948 a 1982. Leia a crítica.

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O filme de terror conta a história de um influencer que viaja para Moscou com um grupo de amigos para um jogo de “escape roomm”, mas a brincadeira vira um pesadelo real. Leia a crítica.

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