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Sunday, May 16, 2021

Bolsonaro vota a favor em 'plebiscito' de irmãos sobre vacinar mãe

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Presidente costuma usar Dona Olinda como exemplo de pessoa que morreria se pegasse o vírus

Jussara Soares e Daniel Gullino

08/02/2021 – 18:54
/ Atualizado em 08/02/2021 – 19:23

O presidente Bolsonaro posa ao lado da mãe, Olinda, no dia da sua posse Foto: Reprodução
O presidente Bolsonaro posa ao lado da mãe, Olinda, no dia da sua posse Foto: Reprodução

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que ele e os irmãos estão fazendo hoje uma espécie de plebiscito para saber se mãe, Olinda Bolsonaro, de 93 anos, será vacinada contra a Covid-19. O presidente, que frequentemente diz que não se imunizará por já ter sido contaminado, afirmou em entrevista à TV Band que votou sim pela vacina.

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Bolsonaro disse, equivocadamente, não há comprovação da eficácia da vacina. Os dois imunizantes que estão sendo utilizados no Brasil, contudo, tiveram a eficácia checada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

— Hoje meus irmãos decidiram, estão votando, se a minha mãe vai ser vacinada ou não, com 93 anos de idade. Eu já dei lá, votei lá sim. Com 93 anos, deixa ela ser vacinada, mesmo sendo uma vacina que ainda não está ainda comprovada cientificamente — disse o presidente.

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A Anvisa aprovou o uso emergencial de dois imunizantes: a Coronavac, produzida pelo Instituto Butatan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e a AstraZeneca/Oxford, importada da Índia.

Ao longo da pandemia, o presidente tem usado a própria mãe como exemplo de pessoa que poderia morrer se pegasse o vírus. Por isso, ele disse que autorizaria que Dona Olinda usasse a cloroquina, que não tem eficácia comprovada cientificamente, como tratamento precoce.

— Todos nós iremos embora um dia, obviamente, nós lamentamos as mortes. Como a minha mãe tem 93 anos de idade, é uma senhora, que nós sabemos que mais cedo ou mais tarde, ela nos deixará — disse o presidente na semana passada, durante evento em Cascavel (PR).

Nesta segunda-feira, Bolsonaro afirmou que não é “insensível” à pandemia e que não nega o problema:

— Não adianta vir com conversinha de que eu sou insensível, diz “o cara é insensível e genocida”. Isso é conversa para quem não quer acha solução para o problema. Temos um vírus. Não negamos, temos. Estamos preocupados? Estamos. 

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