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Sunday, December 5, 2021

BBC é barrada na China depois de veto a emissora chinesa no Reino Unido

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Governo chinês acusa emissora britânica de violar diretrizes oficiais em uma reportagem sobre a minoria uigur

Da Reuters

11/02/2021 – 19:15
/ Atualizado em 11/02/2021 – 19:27

Uma placa da BBC é exibida fora da sede da corporação em Portland Place, Londres Foto: BEN STANSALL / AFP/02-07-2020
Uma placa da BBC é exibida fora da sede da corporação em Portland Place, Londres Foto: BEN STANSALL / AFP/02-07-2020

LONDRES — O órgão regulador chinês de meios de comunicação proibiu nesta quinta-feira o Serviço Mundial da BBC, acusando-o de violar diretrizes oficiais em uma reportagem sobre a minoria uigur, dias depois de Londres retirar a licença da rede chinesa CGTN.

A Administração Nacional de Rádio e Televisão chinesa “não permite que a BBC continue transmitindo na China e não aceita a renovação de sua permissão anual”, informou em um comunicado o regulador do regime comunista.

Na avaliação da entidade, o serviço noticioso da emissora britânica descumpriu “a exigência de que o jornalismo seja verdadeiro e justo” e “não prejudique os interesses nacionais da China”.

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Essa “grave violação” das diretrizes oficiais teria ocorrido durante um programa emitido em 3 de fevereiro com testemunhos chocantes de tortura e violência sexual contra uigures, de fé majoritariamente muçulmana, em campos de detenção chineses.

A BBC expressou sua decepção contra a medida aplicada na China continental, onde o canal já é censurado e limitado a hotéis internacionais.

“A BBC é a emissora mundial mais confiável e informa em todo o mundo de forma justa, imparcial e sem medo nem favoritismos”, indicou uma porta-voz da empresa britânica.

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O ministro britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab, qualificou a proibição de “atentado inaceitável contra a liberdade de imprensa” e assegurou que “só prejudicará a reputação da China aos olhos do mundo”.

Os Estados Unidos também denunciaram a medida.

“Condenamos totalmente a decisão”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, fazendo um apelo à China e a “outras nações com um controle autoritário sobre a população a que permitam o pleno acesso à internet e à liberdade da mídia”.

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A medida ocorre em meio à tensão entre os dois países desde que Pequim impôs uma lei de segurança em Hong Kong, ex-colônia britânica, e Londres proibiu a chinesa Huawei de participar de sua rede 5G.

A queda-de-braço mais recente ocorreu após a decisão dias atrás do regulador britânico de revogar a licença da rede chinesa China Global Television Network (CGTN) por infringir a legislação britânica sobre propriedade estatal.

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