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Sunday, October 17, 2021

Após anunciar cronograma de entrega de vacinas, governo diz que não pode cumpri-lo por atraso do Butantan

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Ministério da Saúde diz que precisará rever previsão de entregas

O Globo

18/02/2021 – 20:16
/ Atualizado em 18/02/2021 – 20:31

Caixa da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan (21/01/2021) Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Caixa da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan (21/01/2021) Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

BRASÍLIA— O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira que não cumprirá o cronograma divulgado pela própria pasta na quarta após reunião com governadores. Segundo o ministério, o Instituto Butantan fornecerá apenas 2,7 milhões de doses em fevereiro, o que corresponde a 30% das 9,3 milhões de doses anunciadas inicialmente pelo governo federal.

Segundo nota do órgão, o ministério foi informado sobre a mudança no ritmo de entregas na tarde desta quinta-feira por meio de um ofício. O comunicado afirma que a “redução no número de vacinas quebra a expectativa do Ministério da Saúde de cumprir o cronograma divulgado ontem (17/02) pelo ministro Eduardo Pazuello”.

“A dificuldade em manter o cronograma inicial, neste momento, está em o Butantan conseguir cumprir as entregas das doses previstas em contrato. Diante da situação, o Ministério da Saúde precisará rever a distribuição das doses das vacinas relativas ao mês de fevereiro, divulgada aos secretários de saúde dos estados e Distrito Federal”, diz o texto.

Em vídeo, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, cobrou o cumprimento do cronograma por parte do Butantan. De acordo com ele, diante do atraso, a pasta vai ter que rever os grupos prioritários e suspender a planilha com pevisão de distribuição que havia sido repassada aos secretários estaduais de saúde.

— Fica muito difícil planejar sem nós termos a confirmação do que vamos receber, tudo previsto em contrato. Por isso, continuamos buscando para mitigar situações como esta contratos com outras empresas — disse Franco, acrescentando:

—Temos conversado com mais seis fornecedores e, mesmo assim, manifestamos o interesse de aquisição de mais 30 milhões de doses no último trimestre de 2021 com o Instituto Butantan, de forma a disponibilizar vacinas para a população brasileira. Esperamos que os cronogramas sejam cumpridos para que possamos efetivar o nosso planejamento e a população brasileira ser atendida com a máxima presteza.

Na quarta-feira, após reunião com governadores, Ministério da Saúde prometeu o fornecimento de cerca de 220 milhões de novas doses de vacina contra Covid-19 até julho. A expectativa era de que já em fevereiro fossem fornecidas 11, 3 milhões de doses, das quais 9,3 seriam CoronaVac e 2 milhões da vacina de Oxford.

Segundo a pasta, o cronograma previa a inclusão de novos grupos prioritários na vacinaçaõ como “povos e comunidades tradicionais ribeirinhas, quilombolas, pessoas de 80 a 89 anos e pessoas de 60 a 79 anos.”

A pasta afirma que agora, no entanto, diante da informação prestada pelo Butantan o governo “segue com as tratativas junto aos outros 6 fornecedores visando ampliar a quantidade de vacinas disponíveis a população”.

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