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Thursday, September 23, 2021

Análise: Flamengo anula Bragantino, mas também a si mesmo e compromete arrancada final no Brasileiro

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Erro de Isla e demora de Rogério Ceni para mexer custam empate em Bragança Paulista

Rafael Oliveira

07/02/2021 – 22:58
/ Atualizado em 07/02/2021 – 23:32

Gerson foi um dos melhores em campo, mas sua atuação não foi suficiente para garantir a vitória Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Gerson foi um dos melhores em campo, mas sua atuação não foi suficiente para garantir a vitória Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Por mais pontual que seja, qualquer erro pode custar muito caro. O Flamengo atual sabe bem disso. Ao longo da temporada, equívocos minaram o time todas as vezes em que ele parecia que iria deslanchar. Neste domingo, a reação rubro-negra na reta final do Brasileiro esbarrou no mesmo problema. Decisões infelizes de Isla e de Rogério Ceni em Bragança Paulista influenciaram no empate (1 a 1) que pode ter acabado com a última chance de assumir a ponta do Brasileiro.

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Como abriu o placar, o Flamengo chegou a liderar o Brasileiro durante o jogo. Mas saiu de campo tendo que se contentar com apenas um ponto. Com 65, não ultrapassou o líder Internacional, que tem 66 e ainda joga na rodada. Os gaúchos enfrentam o Sport, em casa, na quarta.

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Se os colorados vencerem, a distância entre os dois vai para quatro pontos. Com isso, o Flamengo deixaria de depender só de si para assumir a liderança. Os rubro-negros agora só voltam a jogar no domingo, contra o Corinthians, no Maracanã.

— Nosso sentimento é de buscar até o fim. Não vamos desistir. A gente sabe que dependíamos só da gente. Infelizmente, não conseguimos trazer esta vitória. Mas vamos continuar buscando — afirmou o meia Éverton Ribeiro.

O jogo

O confronto começou cumprindo aquilo que se esperava dele. No duelo de duas equipes que pressionam o adversário e impõem uma intensidade alta, os jogadores foram para o intervalo exauridos. Sem muito espaço para caminhar com a bola, o Flamengo precisou acelerar o ritmo de seus toques. Já o Bragantino teve mais sucesso na bola alta pelo lado direito. Pode-se dizer que, coletivamente, foi um choque de iguais.

O talento individual é que fez a balança pesar para o lado rubro-negro. Gerson, impecável nos desarmes e nos passes, e Arrascaeta, com visão de jogo apurada, fizeram a diferença. Não que os outros não estivessem bem. Com a liderança cada vez mais próxima, os jogadores entraram com um nível de atenção que faltou em diversos momentos do campeonato.

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É o caso de Gustavo Henrique. Muito questionado ao longo da temporada, o zagueiro vem crescendo de produção na reta final do Brasileiro. Ontem, foi seguro na marcação e uma presença constante na frente. Aos 29 do primeiro tempo, desperdiçou chance incrível ao finalizar fraco na frente do goleiro Cleyton. Um minuto depois, teve a camisa segurada na área. Pênalti que Gabigol, também numa boa noite, não perdoou.

Com o gol, o camisa 9 atingiu mais uma marca pelo Flamengo. Ele se igualou a Romário como o quarto maior artilheiro do clube no Brasileiro. Os dois tem 37 marcados.

Os rubro-negros pareciam ter o jogo sob controle, até o erro de Isla, aos 17 da etapa final, que pôs tudo a perder. Ele achou que a bola lançada na área iria para a linha de fundo e a deixou passar. O problema é que, atrás dele, estava Helinho, que cruzou para Ytalo empatar.

É difícil saber se o chileno foi apenas displicente ou se evitou usar a cabeça, já que usava uma enorme atadura para conter um sangramento na testa. O fato é que a bola era fácil de ser dominada. O lance deixou o goleiro Hugo possesso.

Como só a vitória interessava, os rubro-negros voltaram a acelerar o ritmo. Mas esbarraram no goleiro Cleyton, nas escolhas erradas e no cansaço. Apesar disso, Rogério Ceni só mexeu nos minutos finais. Outro erro que custou a reação.

Neste domingo, ele permitiu enfim que Gabigol e Pedro atuassem juntos. Mas só a partir dos 42 minutos. Ainda assim, o time quase desempatou já nos acréscimos. Só não conseguiu porque a bola parou em grande defesa de Cleyton, o melhor em campo e o único obstáculo que não foi criado pelos próprios rubro-negros.

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