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Tuesday, April 20, 2021

Análise: aplicado, Fluminense explora deficiência do Atlético-MG e segue rumo à Libertadores

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Time se defendeu bem e, nos acréscimos, quase encontrou o gol da vitória

Carlos Eduardo Mansur

11/02/2021 – 00:10
/ Atualizado em 11/02/2021 – 00:17

Fluminense e Atlético-MG empataram sem gols no Maracanã Foto: Guito Moreto
Fluminense e Atlético-MG empataram sem gols no Maracanã Foto: Guito Moreto

Teve virtudes o Fluminense no 0 a 0 com o Atlético-MG, nesta quarta-feira, no Maracanã. Planejou bem o jogo, foi sólido ao se defender e, nos acréscimos, teve mais chances de chegar à vitória do que em todo a partida. Para que a atuação fosse ainda melhor, faltou unir a força defensiva à capacidade de contragolpear. Durante boa parte do duelo, o tricolor teve poucas saídas de trás. Ainda assim, o resultado mantém o time em ótima situação para chegar à Libertadores de 2021.

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Fez todo sentido o plano do Fluminense. Tentou explorar uma de suas grandes virtudes e confrontá-la com o que é, no momento, a maior debilidade do rival. O tricolor sabe se organizar para defender, e controlava as jogadas em profundidade de um time que tenta se instalar nas imediações da área adversária. A bola ficava nos pés do Atlético-MG, mas há algumas rodadas os mineiros vêm penando para transformar domínio territorial e posse em chances de gol.

Martinelli controlava muito bem o espaço à frente da área, Lucca vigiava Guga no início da construção do Atlético-MG, Luiz Henrique cobria a outra lateral do campo e auxiliava o bom Calegari contra Savarino e Arana. O Atlético-MG só foi finalizar com algum perigo no último minuto do primeiro tempo, com Vargas, na volta de um escanteio.

Final frenético

O risco era que qualquer erro tricolor acontecesse perto de sua área. Faltava mais saída de contragolpe. Nos primeiros 15 minutos, Nenê e Fred conseguiam reter a bola e distribuir para companheiros que chegavam de trás. Mas, aos poucos, com Luiz Henrique muito ocupado na recomposição defensiva, o Fluminense teve dificuldades para atacar. Passou apenas a resistir, ainda que com competência.

O preço foi o desgaste. No segundo tempo, o Atlético-MG passou a mover a bola mais rapidamente, em especial após as mexidas de Sampaoli. A inversão dos lados dos pontas Savarino e Vargas, e as entradas de Marrony e depois de Calebe, foram tornando a posse mineira mais ágil. Sasha teve boa chance de cabeça e Savarino quase marcou.

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Marcão respondeu bem, dando vigor ao time, em especial na marcação ao início das jogadas dos mineiros. Fred saíra no intervalo, lesionado, e Marcão ainda tirou Nenê, Lucca e, no fim, Luiz Henrique. Reforçou o meio com Araújo e tentou ganhar agilidade com John Kennedy no centro do ataque e Fernando Pacheco pelo lado. O problema é que a linha defensiva já sentia o esforço. Ainda assim, nos acréscimos, num frenético fim de jogo, foi o Fluminense quem quase venceu, aproveitando espaços deixados por um Atlético-MG que jogava suas últimas cartadas de título. Fernando Pacheco perdeu duas chances preciosas.

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